sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Preservar o Património




O património em comunhão com a história representa, ou melhor, apresenta-se na forma de herança cultural. Ao longo dos séculos que até hoje passaram, várias marcas foram deixadas pelos nossos antepassados. Desde coisas enormes e gigantescas que mostram a evolução e o poderio dos povos antigos, como os castelos, os conventos, os palácios, os mosteiros, enfim tudo aquilo que cria impacto logo à primeira vista.
Mas não são só estas marcas que ficam; as pequenas mas grandes marcas, como um anel que passou de geração em geração, a espingarda de caça do avô, o quadro que a avó tanto gostava, todas estas marcas têm significado, a única diferença é que os castelos, por exemplo, estão àvista de todos.
Às marcas deixadas pelos nossos antepassados é costume chamarem-lhe herança, ou até mesmo lembranças, mas cientificamente chamam-lhe património.
O património familiar, o património mundial, (e muitos outros patrimónios!), têm entre si muitas semelhanças como referi anteriormente, mas a mais importante de todas é o facto de ambos contarem histórias, a capacidade de dizer “quem” foi, como foi, pode também dizer-nos de onde viemos ou quem fomos.
Em termos de património Portugal é um país riquíssimo, temos monumentos que nos deixam com “água na boca”. Quem não se lembra do castelo de Guimarães ao qual podemos atribuir a grande importância que merece, sem ser desvalorizado ou até mesmo ignorado.
Na minha região, chamo-lhe minha pois foi aqui que nasci, que fui criado e que cresci, tenho um leque enorme de monumentos. Logo aqui ao pé, o Castelo de Lanhoso, construído no maior monólito da Península Ibérica, a Carta de Foral, a Citânia de Briteiros, o Museu do Ouro em Travassos, a estátua da Maria da Fonte, símbolo do concelho tal como o castelo.
Comparo com algumas cidades como Viana do Castelo, Caminha e Braga que possuem grandiosos edifícios, podemos então dizer que somos uns privilegiados neste aspecto.
O grande problema é que não sabemos usufruir de tudo isto, pois preferimos visitar ou procurar outros monumentos, por vezes muito desinteressantes em vez de conhecermos bem aquilo que temos ao nosso lado.
Cabe-nos a nós, em primeira mão, preservá-lo, cuidar, mantê-lo “vivo”, divulgá-lo, mostrar o que de melhor temos, pois as degradações, destruições e o à vontade com que dizemos “não quero saber, que caia não faz mal nenhum…” são como que um assassinato de um pedaço de nós, de quem fomos, e daquilo que poderemos vir a ser. Pois o Património é nada mais nada menos que o nosso passado e o nosso presente, este conjuga-se concedendo-nos a possibilidade de nos conhecermos cada vez melhor e preparar o futuro.
Cabe ao “preservador” ou “amante da história e do passado” que há em nós proteger, cuidar, tratar, dinamizar, publicitar o que de extraordinário temos ao nosso alcance, o grande punhado de riqueza histórica que possuímos.
O grande passo já foi dado há muitos anos atrás pelos nossos antepassados com a construção de tamanhos edifícios, grandes e belos, ricos em termos de história, quem não se lembra do convento de Mafra... resta-nos a nós dar o passo mais fácil, e quão fácil é, nada mais nada menos que proteger aquilo que nos deixaram.

Leonel Gonçalves

1 comentário:

Anónimo disse...

Essa coisa fala tudo tudo de cidade patrimonio da humanidade mais isso é muito grande gente ai tem que fazer um resumo viu....